Paciente que recebeu 1º transplante de fígado via SUS em Pompeia tem alta e passa bem

Cidadã sofria de cirrose criptogenica no fígado, termo utilizado para cirroses de etiologia desconhecida

O Departamento de Higiene e Saúde de Pompeia, por meio do seu Centro de Especialidades Médicas e em parceria com o Hospital Santa Casa de São José dos Campos, encaminhou a paciente I.B.B, 47 anos, com quadro grave de cirrose criptogenica para a realização de um transplante de fígado. O órgão foi transportado de Presidente Prudente para São José dos Campos por meio aéreo. O transplante ocorreu no dia 9 de novembro deste ano.

Diagnosticada com cirrose de etiologia desconhecida, a única esperança para que a pompeiana continuasse viva, era o transplante. Durante o tempo que passou internada, a paciente que teve alta nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro, destacou que a assistência ofertada pela rede de saúde municipal, aliada ao tratamento dos funcionários e da equipe médica do hospital que a recebeu, foi muito importante para sua recuperação.

Desde o final de setembro, a paciente foi acompanhada pela equipe do Hospital, e assistida junto a acompanhantes em São José dos Campos, com todo respaldo do DHS de Pompeia. Após ser diagnosticada pelo médico gastroenterologista, Dr. André Pietraroia Capelozza, a paciente conseguiu receber o fígado do doador. “Um conjunto de fatores permitiu que a paciente fosse a primeira a ser transplantada via SUS no Município. Gostaria de enaltecer a atual gestão por todo suporte oferecido, destacando a disponibilização ágil de exames, o fornecimento dos medicamentos prescritos e o transporte da mesma, até a ponte proferida por mim, tendo em vista meu conhecimento e atuação por anos na área, a liberação do hospital e a atuação em excelência da equipe de médicos do Hospital Santa Casa de São José dos Campos, ao qual agradeço, tento em vista à situação da paciente”, explicou o doutor.

O Dr. André Pietraroia Capelozza, é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, especialista e membro titular, habilitado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica. “O quadro da paciente era considerado grave, por isso era necessária uma cirurgia de urgência para restabelecer sua saúde”, concluiu.

O transplante foi realizado na cidade de São José dos Campos, no Centro de Transplante Hepático. A equipe de transplante foi composta pelos médicos Dr. Jorge Padilla Mancero, Dr. André Gustavo Santos Pereira, Dr. Itamar Coppio, Dra. Mariana Sousa Sala e Dalila Fernanda Faria. Tal serviço teve início em 2009 e, atualmente, já foram realizados quase 270 transplantes hepáticos, com uma taxa de sobrevida de 80 %.

A paciente foi transplantada com Meld 23, risco mensurado por um índice matemático chamado Model for End-stage Liver Disease, ou Meld (em português, Modelo para a Doença Hepática em Estágio Terminal, em uma tradução aproximada). O cálculo é feito com base nos exames laboratoriais do doente. Quanto maior for o resultado desse cálculo, mais à frente da lista o paciente é posicionado. Dados do Ministério da Saúde apontam que 1.276 pessoas aguardam pela cirurgia no país. Destes, 70% dos transplantados possuem o Vírus C e carcinoma hepatocelular. Outras causas são Etilismo, Nash e criptogenica.

Para a Prefeita Tina Januário, a conquista do transplante para a paciente deve ser muito comemorada. A chefe do executivo enfatiza que a administração se põe engajada dia após dia na busca em ser referência em saúde, fazendo todo o possível para prevenir doenças e salvar vidas. “Esse transplante deve ser comemorado por todos nós, pois entendemos isso como uma vitória da medicina e da fé. Nossa prioridade maior no Município de Pompeia é a saúde. Pompeia é uma cidade pequena, na qual temos laços, vínculos fortes com quase toda a população. O sofrimento, os dramas familiares de cada um nos toca profundamente. Utilizamos a autoridade que nos foi confiada para proporcionar condições para que aqueles que necessitam encontrem conforto na esperança de que seus problemas venham a ser resolvidos. Investimos muito em médicos, equipamentos, ambulâncias. Firmamos convênios, corremos atrás da melhor assistência para os nossos cidadãos. Mas nem tudo depende de nós. Por isso damos graças a Deus por essa vitória alcançada por essa cidadã que conseguiu seu transplante e que com certeza nasce de novo”, completou Tina.

Doação de Órgãos

A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer em vida ou após a constatação de morte cerebral. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), uma pessoa pode salvar ou melhorar a vida de mais de 20 pessoas, pois pode ocorrer a doação de córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, pele, tendões e cartilagem.

 

 

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