Vigilância inicia inquérito canino para diagnosticar Leishmaniose

Foto: Sergio Menezes/ SMCS

 

Setor realizará 1.500 testes em locais já definidos pelo órgão do estado

O Departamento de Higiene e Saúde, através da Vigilância Sanitária, inicia nesta segunda-feira (6) o inquérito canino para diagnóstico de Leishmaniose Visceral. O trabalho será desenvolvido pelas veterinárias e agentes do setor, nas localidades que apresentaram casos da doença em humanos, nos anos anteriores.

Nesse trabalho, a equipe fará visitas apenas nos bairros definidos pela SUCEN (Superintendência do Controle de Endemias), orientando a estes moradores que possuem cães nas áreas de risco, sobre a necessidade da coleta de sangue para diagnóstico da Leishmaniose. O trabalho e toda campanha de orientação também se estende para a população, com relação a prevenção e manejo ambiental.

João Marcelo Destro “Shell”, diretor da Vigilância Sanitária, explica que a ação visa reduzir a incidência da doença na cidade. “Constantemente estão sendo registrados casos de leishmaniose em cães do município, e por esse motivo, se faz necessário este trabalho, evitando assim que a transmissão nos alcances”, disse.

As veterinárias Bruna Coelho e Irani Gouveia Trevisan, que estarão em campo na realização dos testes, citarão a importância da ação e das inspeções. “Estaremos realizando as visitas durante a semana, e pedimos a colaboração dos moradores. O trabalho é importante para a saúde dos animais e principalmente para a saúde dos seres humanos. Vale salientar que não é obrigado permitir a coleta, ficando a critério do morador fazê-la ou não, e as casas que estiverem fechadas não serão visitadas novamente”, concluíram.

A Leishmaniose é uma doença parasitária transmitida através da picada do “mosquito palha”. A presença do vetor permite a transmissão de um cão infectado para outro cão ou para o ser humano, por isso, para evitar a proliferação do mosquito, é preciso que as pessoas mantenham seus quintais livres de sujeiras e materiais orgânicos.

Prevenção

Cuidar e limpar o ambiente interno e externo das residências para evitar a presença do mosquito, manter o animal em seu quintal, recolher fezes dos animais diariamente, embalar o lixo corretamente e não jogar ou deixar folhas e resíduos orgânicos nos terrenos. Ao contrário do Aedes aegypti, transmissor da dengue, que se reproduz em água limpa ou suja, o “mosquito palha” se reproduz em ambientes úmidos, bem como em matéria orgânica podre e fezes de animais (galinha e cão).

Sintomas no Animal

Os sintomas nos animais são emagrecimento, fraqueza, queda de pelos, descamação, crescimento exagerado das unhas, feridas no focinho, orelha e patas.

Sintomas no Humano

Os principais sintomas da leishmaniose em humanos são febre intermitente (febre que “vai e vem”) com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.

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